A arte bizarra e mágica de Tim Burton

,

Timothy Walter Burton, popularmente conhecido com Tim Burton, é um diretor, produtor, escritor e animador norte-americano. Nascido em 25 de agosto de 1958, na cidade de Burbank, na Califórnia, Burton, ainda pré-adolescente, começou a produzir curtas de animação em stop-motion no quintal de sua casa. Um de seus primeiros filmes foi The Island of Doctor Agor, produzido quando ele tinha 13 anos. Após concluir o ensino médio, se mudou para Valencia, também Califórnia, para estudar animação através de uma bolsa da Disney no Instituto das Artes da Califórnia.

Burton acabou chamando atenção dos estúdios Disney, e nos anos seguintes participou da produção de filmes como O Cão e a Raposa (1981), Tron (1982) e O Caldeirão Mágico (1985). Durante seu tempo de animador na Disney, colocou em prática alguns de seus projetos pessoais, os live-actions João e Maria (1983) e Frankenweenie (1984), além do curta de animação Vincent (1982), em homenagem ao ator Vincent Price, uma das inspirações de Tim.

A sua estreia em longas-metragens foi em 1985 com As Grandes Aventuras de Pee-wee, todavia foi só com Os Fantasmas se Divertem (1988) que o diretor inaugurou a era da qual se tornaria um mestre. Burton fez a sua própria mistura de sucesso ao produzir terror e comédia no mesmo filme e a partir dali, levaria uma combinação que faria dele uma lenda viva!

Edward Mãos de Tesoura (1990)
Tim Burton viria a estender a sua obra em clássicos e fracassos, mas tomando posse do título de diretor sádico que brinca com a morte e a tristeza de uma forma genial, acrescentando alegria e cor onde geralmente só se costuma ver negatividade! O maior clássico idealizado e dirigido por ele foi Edward Mãos de Tesoura (1990), um filme que não só consolidou uma parceria de sucesso com Johnny Depp, como lançou Winona Ryder ao estrelato. O filme com um protagonista com mãos de tesoura mesclou diversos fatores que o levaram a posição de clássico do cinema moderno, Além da direção e elenco afiados e em sintonia, o roteiro escrito por Burton e Caroline Thompson, narrava um conto de fadas sombrio que trazia drama, comédia, romance e fantasia! Me lembro muito bem de assistir ao filme quando pequeno e sentir uma montanha-russa de emoções ao longo do desenvolvimento. Aos poucos me envolvia com o personagem Edward e, em alguém tão estranho e sinistro, acabava vendo também dor e vulnerabilidade.

Burton repetiu a mistura de sucesso muitas vezes em suas obras. A apatia pelo sombrio, que vai muito além do medo ou do terror, trouxe um mundo de possibilidades para o gênero, criando reações ao público que deixavam de lado sentimentos ruins ou negativos. Em 1993, foi lançado o que seria mais um clássico das animações dirigido por Henry Selick e escrito e produzido por Tim, O Estranho Mundo de Jack (1993),  misturou duas grandes paixões dele: O Halloween e o Natal. O enredo conta a história de Jack Skellington, cidadão de Halloween Town, que acaba indo parar na Cidade do Natal e que em seu modo diferente de ver o mundo e o significado de comemoração, decide celebrar o Natal e tomar o cargo de Papai Noel.

O Estranho Mundo de Jack é uma perfeita analogia ao prazer de Tim Burton em interagir com o sombrio e o resplandecente em suas produções. Outro excelente exemplo é a, também animação, A Noiva Cadáver (2005), que conta a história de Victor, um rapaz que se envolve com uma mulher já falecida e é arrastado ao mundo dos mortos.

A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005)
O diretor viria mais a frente a firmar parcerias de sucesso, com Johnny Depp e Helena Bonham-Carter, com quem foi casado por anos. Os dois atores apareceram muitas vezes em seus filmes, como atores ou dubladores. E outra parceria forte também foi com a Disney, vindo a ser um dos diretores mais cotados da produtora. Tim Burton continuou a reviver clássicos com seus toques pessoais com o passar dos anos. Em 2005 dirigiu o, excelente remake de A Fantástica Fábrica de Chocolates, com Depp e Freddie Highmore nos papéis principais. Em 2010 Alice no País das Maravilhas, foi revivido por ele, com a atriz Mia Wasikowska como protagonista. Além dela, o elenco contou com nomes de peso como Depp, Bonham Carter, Anne Hathaway e ainda Alan Rickman - nosso eterno e inesquecível Severo Snape - dando voz a Absolem, a lagarta azul.

Alice foi uma história perfeita para ser contada da ótica de Tim Burton, tratando de um mundo distópico e personagens mirabolantes em uma história deliciosamente fantasiosa! O filme foi um grande sucesso e em 2017 ganhou uma continuação! A Disney reviveu mais uma vez a história de Lewis Carroll com Alice Através do Espelho, porém a recepção não foi a mesma. 

Tim Burton também esteve envolvido nos anos 90 com outra franquia famosa, Batman. Diretor do filme de 1989 (Batman) e 1992 (Batman Returns), Burton deu seu tom sombrio em alguns personagens e marcou Gotham de forma bem próxima à descrita nos quadrinhos. Apesar de não fazerem tanto o estilo do diretor, ele conseguiu desenvolver muito de suas técnicas e continuar a chamar a atenção dos grandes estúdios. 

A verdade é que Tim Burton já se consagrou como um dos maiores diretores do cinema moderno, bem como um mestre da mistura horror e comédia. Sua filmografia é extensa e uma ótima forma de conferir de perto todas essas características e a evolução dele como artista!
A arte bizarra e mágica de Tim Burton A arte bizarra e mágica de Tim Burton Reviewed by Bhárbara Andrade on maio 12, 2018 Rating: 5

Nenhum comentário:

Veja também

Tecnologia do Blogger.