Crítica | Pantera Negra (2018)

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Um dos filmes mais aguardados do ano já está entre nós - aleluia!. Pantera Negra, um clássico herói da Marvel, que teve sua estreia nos quadrinhos em 66, finalmente tem sua adaptação para as telonas lançada.

Com muita personalidade e cheio de estilo o filme vem para ser talvez o filme mais diferentão da Marvel. O tom sério e politizado vem bem a calhar justo quando as questões raciais nos EUA estão em alta e por diversas vezes podemos ver cenas onde a ficção se mistura com o mundo atual. Com boas analogias, o diretor Ryan Coogler (Creed: Nascido Para Lutar) consegue abordar temas delicados sem deixar o ritmo do filme cair.

O filme nos leva à um roteiro redondo onde consegue situar bem os personagens - que são ótimos -, dar peso e muita personalidade à eles e o melhor: fazer com que você se apegue à todos, até mesmo os vilões. E por falar em vilão esse filme conseguiu uma façanha que a muito tempo não víamos em filmes de heróis, ter um vilão bom. Erik Killmonger personagem interpretado pelo Michael B. Jordan, nos dá tudo que precisamos em um vilão como a boa motivação, presença e o mais importante, maldade. Além de tudo isso o Killmonger é um reflexo do próprio povo de Wakanda, um reflexo de que as ações tomadas lá tem sim um resultado além do país. Além da boa contribuição para a história do filme o vilão Killmonger ainda serve para algo mais, levar o o Rei T'Chala a refletir na importância de Wakanda para o resto do mundo.

Outro ponto importante do filme e que merece destaque é como eles exploraram a cultura de Wakanda. É como se fosse uma viajem até as raízes africanas com um foco na cultura e nos costumes daquele povo, os rituais, as crenças e a força típica das tribos, que com um toque futurista fazem de Wakanda um lugar que evoluiu sem perder suas matrizes culturais. O filme tem cenários grandiosos, com um mix de parte futurista e parte naturalista, e que talvez por falta de experiencia do próprio diretor com os recursos da computação gráfica nos filmes, não tenha fica 100% em todas as cenas mas isso não tira o mérito de todo trabalho feito pela equipe que cuida do CGI.

O que podemos dizer sem duvida sobre Pantera Negra é que se você quiser ver um ótimo filme de herói com muita ação e conflito ou se quer ver um filme com grandes discussões sociais e uma ótima representatividade, achou o ideal. Sem falar na trilha que ficou na responsa do Kendrick Lamar e é a cereja do bolo, casando perfeitamente bem com o longa. Só mais um coisa, Pantera Negra tem duas cenas pós créditos então não vai se apressar em sair da sala de cinema!

 Nota:  9 | 10 

Crítica | Pantera Negra (2018) Crítica | Pantera Negra (2018) Reviewed by Bhárbara Andrade on fevereiro 16, 2018 Rating: 5

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