Netflix | Black Mirror: 4ª temporada

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A quarta temporada Black Mirror já está disponível na Netflix para a alegria geral da nação e deleite de todos os assinantes. Com tecnologias que parecem ter sido reaproveitadas das outras temporadas ou com um pequeno update, essa temporada veio com episódios bem destintos do que já foi feito e alguns até pouco intrigantes. 

O primeiro episódio é USS Calister que é claramente uma referencia/homenagem á série Star Trek (1966-1969), é marcado por sua reviravolta e mostra como as pessoas se agigantam e empoderam mediante o anonimato. Esse é o episódio mais fidedigno à toda a filosofia da série, o que não o faz ser o melhor. Outro episódio que se destaca é o Black Museum, um amontoado de referencias à própria série que faz uma especie de crossover dos episódios. O episódio divide nome com o museu apresentado no próprio aonde estão expostas muitas tecnologias apresentadas na série até então e algumas novos tecnologia nos são apresentadas pelo próprio personagem principal, cada uma com sua história e carga dramática. Black Museum é fechado com chave de ouro por um baita plot twist de cair o queixo . 

E por falar em plot twist, o recurso é bem explorado em Hang the DJ,que nos leva para um lado mais romântico da série e fala sobre relacionamentos no mundo moderno. Como a era dos aplicativos de paquera está mais viva do que nunca, o episódio - que na opinião é o melhor -, constrói toda sua história na dificuldade dos personagens em encontrarem a tampa da sua panela e nos fazendo até caminhar um pouco por San Junipero (03x04), sendo um dos poucos episódios com um final que podemos considerar positivo em toda temporada. 

O episódio 'Hang The DJ' aborda um aplicativo de relacionamento, bem parecido com os que conhecemos atualmente.
Agora falando da parte negativa da série, vamos falar sobre Crocodilo que na minha opinião foi o episódio mais fraco de toda temporada. A ideia era chocar pela crueldade e mostrar até que ponto o ser humano é capaz de ir para esconder algo mas no final não passa de um grande exagero em cascata que deixa de chocar e em certo ponto passa a ficar um pouco desinteressante. Talvez por não ter tempo suficiente para trabalhar os seus personagens, Crocodilo fica bem abaixo da expectativa mas com um ponto alto, seu dispositivo capaz de ler as mentes que é utilizado por uma detetive para solucionar seus casos e no final o mesmo dispositivo é o principal responsável por dar um desfecho à história. Toda trama de descobertas dos casos deixa a trama longa e arrastada, levando a um final previsível.

Para finalizar, nada mais justo que falar sobre Arkangel e Metalhead, começando por Arkangel um dos episódios mais polêmicos de toda a temporada abordando uma mãe ultra zelosa que é ajudada por um dispositivo que monitora sua filha o tempo todo, fazendo com que ela consiga até controlar o que a menina vê e mesmo bloquear o que considerar impróprio. Todo esse zelo gera graves consequências até mesmo psicológicas à menina, o que acaba desgastando a relação mãe e filha de uma forma quase trágica. Jé Metalhead se mostra o episódio mais tenso e agoniante da temporada, deixando a gente apreensivo até o final e conduzindo muito bem nossa atenção durante todo tempo. 

A quarta temporada de Black Mirror foi a mais diferente das temporadas anteriores, o que rendeu bons episódios mas não muito empolgantes, fazendo com que esta não seja uma temporada marcante e até um pouco esquecível. Se comparada com as outras, a série continua com o dna Black Mirror, essa pegada futurista com criticas de como a tecnologia pode modificar a realidade em que vivemos, mas, talvez a falta de criatividade para criar tecnologias disruptivas e a má direção de alguns episódios possam ter colaborado para a essa temporada não ser tão foda quanto de costume.

Netflix | Black Mirror: 4ª temporada Netflix | Black Mirror: 4ª temporada Reviewed by Bhárbara Andrade on janeiro 03, 2018 Rating: 5

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