Crítica | Artista do Desastre (2018)

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Em 2003 foi lançado The Room, filme que entrou para a história do cinema underground como uma das piores produções dos últimos tempos. Isso fez com que Tommy Wiseau, diretor e protagonista do filme, se tornasse admirado por um pequeno grupo que por um acaso inclui James Franco. O cara gostou tanto da história de Tommy e do filme que resolveu fazer um filme sobre isso, Artista do Desastre. Lançado em 2017 nos Estados Unidos, o filme só chega no Brasil no dia 25 de Janeiro, depois de James ter levado a estatueta de Melhor Ator em Comédia ou Musical  no último Golden Globes.

Artista do Desastre é um filme que conta a história de Tommy Wiseau antes dele começar a produção de The Room. Conhecemos Greg Sestero, aspirante - assim como Tommy - à ator em busca de uma chance de realizar seu sonho. Em um dos momentos da dupla, eles decidem se mudar para Los Angeles para tentarem a chance. Chegando lá nem tudo funciona como o planejado e é aí que chegamos ao filme The Room. Você provavelmente não ouviu falar deste filme e se ouviu, foi algo negativo, certo? Desde que foi lançado em 2003, The Room foi motivo de chacota total, sendo considerado o pai dos filmes ruins. O longa é cheio de atuações duvidosas e a maior parte do tempo tudo o que o espectador consegue fazer, é rir.

Artista do Desastre, foi baseado no livro escrito por Greg Sestero, que participou do filme original e decidiu contar sobre os bastidores e sua relação com Tommy. Mesmo sendo algo baseado em uma outra obra, não é tão necessário que você tenha visto The Room, o filme explica muito bem quem são os personagens e como eles se esbarraram, no final das contas. É tudo muito bem moldado e contado. James Franco dirige e também faz interpreta Tommy. Com grandes chances de virar uma encenação cômica demais e acabar pegando, James consegue balancear a personalidade incomum de Tommy e nos entrega um personagem peculiar mas ainda assim cheio de características importantes. Por ser um personagem tão cheio de pormenores, criamos empatia ao entendermos melhor.

Quando chegamos ao último ato do filme, a primeira exibição de The Room, o sentimento que criamos por Tommy é amplificado quando vemos a reação das pessoas e a sua própria. Apesar dos picos de cenas mais emocionantes, Artista do Desastre é um filme de comédia mas não algo exagerado como James Franco já fez como É o Fim (2013) ou A Entrevista (2014), desta vez o filme conta com um humor um pouco mais negro e até ranzinza.

O filme foi indicado ao Globo de Ouro 2018 em Melhor Filme Cômico ou Musical e Melhor Ator em Comédia ou Musical, levando apenas o segundo, merecidamente. Artista do Desastre me surpreendeu e fez com que eu assiste The Room de forma diferente. Não deixe de ver o filme nos cinemas e a minha dica é: procure entrevistas do Tommy Wiseau logo depois. Você vai se surpreender.

 Nota:  4/5
Crítica | Artista do Desastre (2018) Crítica | Artista do Desastre (2018) Reviewed by Bhárbara Andrade on janeiro 11, 2018 Rating: 5

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