Star Wars: Os Últimos Jedi merece o hate?

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Foi lançado nesse mês um dos grandes lançamentos do ano, Star Wars: Os Últimos Jedi, o oitavo filme da franquia. Assim que foi lançado uma quantidade imensa de críticas negativas foi jogada no filme e até mesmo uma petição para que o longa seja retirado na franquia está rodando pela internet. Neste texto vamos analisar pontos positivos e negativos para que seja mais fácil de entender se o filme é realmente tão problemático e prejudicial à franquia ou se é simplesmente um alarde desnecessário. 

 ESSE TEXTO CONTÉM SPOILERS! 

Acho importante começar pelos personagens. Os clássicos, como Luke e Leia, são tratados de forma respeitosa sem ter sua presença justificada simplesmente para agradar aos fãs. Luke Skywalker  é, sem dúvidas, a maior quebra de expectativa entre os fãs. Logo no final de Star Wars: O Despertar da Força, Rey entrega à Luke um sabre de luz e então o filme acaba, criando uma expectativa enorme sobre a eeação do Luke ao recebê-lo. Bem, ele simplesmente não liga. A personalidade do Luke no oitavo filme é um pouco mais do que o esperado pelos fãs. No começo entendemos até que se trata de uma imagem negativa a qual foi montada com a ideia de que ele tentou matar Ben Solo (Kylo Ren)  e até levando uma referência direta à Darth Vader e sua ligação ao lado negro mas a verdade é que Luke sabe qual o seu papel e está exausto de batalhas e questionamentos desnecessários. 

Ainda nos personagens, Finn é um dos mais fracos neste filme. Não fica clara a real função do personagem, ele não é um ótimo piloto, não entra em batalhas e sua motivação não é explicada. O sacrifício do personagem criaria uma visão positiva de herói e até de mártir além de que evitaria o arco desnecessário com Rose. Kylo Ren aparece no primeiro momento em um arco com o Líder  Supremo Snoke, um personagem que serve simplesmente de motivação para Kylo Ren, se haver explicações sobre como ele é tão poderoso ou como sua relação com Kylo se fez, o que também está ligado à confusão quanto a origem de Ben Solo que foi criado por Luke até o conflito entre os dois. No final o que se tira realmente do personagem é a mensagem sobre amadurecimento.  


Mas o filme em si? Então vamos lá. Visualmente há uma ligação com outros filmes, o visual se mantém dentro de cores e referências visual são usadas constantemente dentro das cenas. Há uma cena com Luke e os dois sois enquanto os Walkers estão indo em sua direção que é absurdamente bonita e bem feita. Os primeiros 15 minutos do filme - que tem 2h30m - são frenéticas, entramos em uma clima de batalha enorme e não há confusão quanto aos lados, tudo está muito claro neste primeiro ato. Rey está tentando trazer Luke de volta e os lados estão em batalha. Até então, o primeiro ato se une facilmente ao último, que se tornam os melhores do filme. 

Já o segundo ato torna o longa massante e poderia ter, pelo menos, 30 minutos a menos. Algumas piadas são jogadas de forma sutil e o elenco se divide ainda mais, tornando o ritmo lento devido à quantidade de coisas acontecendo ao mesmo tempo. É aqui também que descobrimos que Rey tem ligação com a força, apesar de não sabermos sobre sua origem sequer seu sobrenome, o que nos leva novamente à quebra de expectativa. Rey até então não é ninguém importante e Luke simplesmente não se importa. Ao mesmo tempo descobrimos que ela tem uma ligação com Kylo Ren e há o que parece ser uma mudança no personagem que seria parte do lado negro. Há também o momento em que Leia volta à vida usando a força, algo que me pareceu desnecessário e forçado.  

O terceiro ato une os núcleos por fim e mostra que, Kylo Ren amadureceu para tomar o poder, Rey aprendeu que pode usar a força e que os lados ainda precisam entrar em uma batalha. Para mim, o terceiro até está cheio dos momentos mais marcantes do filme. A jornada do herói se torna menos importante e o clímax é atingido facilmente. É aqui que o filme cresce e se torna melhor. Quando Luke enfrenta os Walkers e a batalha acontece, Kylo Ren resolve enfrentar o seu mentor original e notamos que Luke conseguiu se projetar para só então morrer, entendemos que a força é muito mais importante do que em qual lado os personagens realmente estão. A batalha no Planeta de Sal é simplesmente uma das sequências mais bonitas visualmente, a impressão de que temos é que o chão está sangrando enquanto os lados entram em conflito. 


A verdade é que se Star Wars: O Retorno de Jedi fosse lançado hoje, críticas à narrativa seriam ferrenhas. O que tanto incomoda em Os Últimos Jedi é a quebra do molde Star Wars, o que torna o filme algo muito além de simplesmente mais um episódio da franquia. A quebra de expectativa com fatos grandes, os jedi se tornando simplesmente menos significativos, a força tomando mais espaço do que se esperava, tudo isso forma uma mensagem muito mais forte do que se era esperado.

É claro que há uma quantidade enorme de motivações banais e problemas que poderiam ser resolvidos simplesmente com o diálogo mas no fim, a razão é equilibrada entre os núcleos mais emocionais, o que faz com que o longa seja mais humano. Existem furos no roteiro - assim como todos os outros da franquia - mas o universo é muito bem construído e deixando de lado o pensamento de fã, o filme é muito bem montado e como produção está na lista de um dos melhores da franquia Star Wars. E é claro, a cena final com o garotinho usando a força para pegar uma vassoura deixa uma brecha de que mais episódios poderão ser feitos e certamente, serão, independe do hate da galera. Star Wars: Os Últimos Jedi é bom sim, e contém problemas assim como grande parte dos filmes da franquia mas é cheio de cenas memoráveis que os fãs certamente irão de lembrar eternamente. 

Star Wars: Os Últimos Jedi merece o hate? Star Wars: Os Últimos Jedi merece o hate? Reviewed by Bhárbara Andrade on dezembro 21, 2017 Rating: 5

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