Lista | Filmes para assistir no Halloween

Com o Halloween chegando, nada melhor do que trazermos para você a lista com filmes fod*s de terror. Reunimos nossa equipe e temos aqui sete filmes para você maratonar nesse dia 31 de Outubro! Prepara a fantasia e vamo aí. 

 O Iluminado (1980) 
 Altair Reis 

Lançado em 1980, O Iluminado é um dos maiores trabalhos do cineasta Stanley Kubrick. O filme é uma adaptação da obra homônima do mestre do terror Stephen King e se passa no sombrio e isolado Hotel Overlook. Jack Torrance (Jack Nicholson) é contratado para ser o zelador do hotel durante o inverno, pois nesse período o hotel não recebe hóspedes devido as nevascas excessivas que dificultam seu acesso. Jack é informado sobre as tragédias que aquele lugar já sediou, mas mesmo assim aceita o emprego e decide por levar sua esposa e seu filho para passar essa temporada com ele. Desde o início do filme há uma sensação de que há algo de errado naquele ambiente. A conformação espacial do Overlook é disforme, deixando o expectador com a sensação de estar perdido no hotel. As vítimas das tragédias que aconteceram lá parecem ainda habitar o local. O hotel se torna um personagem a mais na história, deixando de ser apenas um espaço físico e se comportando como uma entidade. Jack, diante de tudo isso, pouco a pouco vai alterando sua personalidade e a estadia da família no Overlook que era para ser uma experiência simples, se torna um caos. Tecnicamente, O Iluminado é perfeito! Kubrick sabia exatamente o que estava fazendo e recheou o filme de simbolismo e belas sequências cinematográficas. O movimento de câmera funciona muito bem para dar o tom de perseguição que o filme quer passar, a trilha sonora é adequada e bem executada. As atuações dos 3 membros da família são arrebatadoras! Kubrick soube trabalhar muito bem as expressões faciais dos atores e isso é um dos pontos fortes de O Iluminado. Todas essas razões tornaram esse filme uma das maiores obras cinematográficas de todos os tempos.

 O Exorcismo de Emily Rose (2005) 
 Gustavo Souza 

Demônios e exorcismos são temáticas cativas quando o assunto são produções de terror. A iconografia cristã povoa o imaginário social há mais de dois milênios e, naturalmente, um repertório cultural e criativo particular foi desenvolvido em torno do diabo e sua ação sobre o mundo. Para crentes e não crentes, fato que as possessões demoníacas e a curiosidade tácita sobre a influência do demônio sobre o mundo são uma coqueluche das telonas. O Exorcista (1973) e uma pá de filhos fílmicos não nos deixa mentir. No entanto, tem cadeira cativa no meu coração O Exorcismo de Emily Rose. A novelização e as camadas humanizadas do drama baseado em relatos reais e calçados em um terror mais naturalizado deixam a produção charmosa e, digamos, com uma proximidade crível que deixa um gostinho bom na boca. A ambientação, a agonia, o mistério, o soturno e horror estão todos ali misturados em doses administradas moderadamente até o clímax do ato de exorcismo que vem com um preço alto. A trama não adiciona apenas os elementos religiosos ou familiares. Um cenário civil, pelo caminho jurídico, e de opinião pública são apoios narrativos que deixam a obra ainda mais charmosa, algo como uma série de exorcismo da HBO. O que toca nesse filme não é a crença ou a suspensão dela, isso é irrelevante. Mas como as múltiplas peças são montadas em questões naturais e sobrenaturais que desafiam a norma e as emoções. E claro, com boas doses de sustos e medos. 
Menções honrosas: O Ritual (2011) com os maravilhosos Anthony Hopkins e Alice Braga para ficar no gênero e, em outros tema, os refrescantes Autópsia (2017), Amizade Desfeita (2015), The Babadook (2014) e Corrente do Mal (2015).

 O Bebê de Rosemary (1968) 
 Igor Rocha 

Este filme é, sem dúvidas, o meu filme de terror preferido. Foi depois dele que meu gosto por filmes, em modo geral, mudou completamente. E isso se deve a um simples motivo: ele é um thriller diferente dos demais. O Bebê de Rosemary foi um filme lançado em 1968, baseado no livro homônimo do autor Ira Levin lançado no ano anterior. Conta com a ilustre direção de Roman Polánski (O Pianista, Chinatown) e possui os papeis principais na pele dos atores Mia Farrow (Rosemary) e John Cassavetes (Guy Woodhouse). O longa foi responsável por mudar a maneira de se fazer filmes do mesmo gênero na época em que foi lançado, abrindo mão para ser um dos pioneiros do subgênero terror psicológico. Para quem está a procura de um filme assustador e assombroso, cheio de sustos e figuras horrendas, é melhor esquecer. O Bebê de Rosemary é um mistério construído de maneira gradual, guiando e envolvendo o espectador, e evoluindo para o choque final presente na última cena do filme. É um longa rico em detalhes, no qual a personagem principal, em seus momentos de desconfiança, é capaz de detectar todas as pistas que aqueles à sua volta oferecem. O labirinto mental (semelhante ao de O Iluminado) criado pela Rosemary põe em cheque a sanidade do próprio espectador. Com um misto de excelentes atuações, roteiro bem escrito e trilha sonora eletrizante, O Bebê de Rosemary é um clássico ao lado de outros como Psicose (1960) e O Iluminado (1980).

 Carrie - A Estranha (2013/ 1976) 
 Pedro A. Tameirão 

Bullying, isolamento social e extremismo religioso. Essas são as peças principais da primeira e mais famosa história de terror escrita por Stephen King! Carrie - A Estranha foi publicado na década de 70 e possui 2 versões para o cinema, 1 para tv e 1 spin-off - The Rage of Carrie -, sendo as versões de 1976 e 2013 com Sissy Spacek e Chloe-Grace Moretz como protagonistas respectivamente. A história é um clássico conhecido, Carrie White é uma garota de 17 anos que vive uma vida doutrinada no extremismo-cristão por parte de sua mãe Margareth. Todo o isolamento imposto pela mãe tornaram Carrie uma jovem com dificuldades em se adaptar ao meio social comum, sem amizades, quase que totalmente alheia ao mundo exterior. Quando o governo obriga Margareth a levar a filha para frequentar a escola, Carrie se torna um alvo diário de humilhações de seus colegas. Próximo a sua formatura, ela é convidada pelo popular Tommy Ross para o baile e então alguns de seus colegas aproveitam a oportunidade para debochar da menina mais uma vez mas o que ninguém sabe é que Carrie possui poderes telecinéticos e desconhecem sua capacidade de vingança quando a garota fica tomada pela humilhação e, principalmente, pelo ódio.

 Invocação do Mal (2013) 
 Thales Queiroz 

Quem me conhece sabe que terror não é meu forte, e não só pelo fato de eu ser medroso, mas também pelo fato de que na maioria das vezes as narrativas dos filmes serem ruins e as histórias terem apenas a função de assustar. Invocação do mal (James Wan), ficou com o papel de quebrar o meu preconceito contra esse gênero por ser uma história baseada em fatos reais que consegue amarrar bem o enredo e entregar um filme muito bom. O longa tem um narrativa em tom de documentário, tendo como personagens centrais o casal Ed e Lorraine (Patrick Wilson e Vera Farmiga), investigadores de atividades paranormais que tentam ajudar uma família que acredita estar morando em uma casa amaldiçoada. Utilizando de vários clichês que dão certo, o filme consegue te assustar na hora certa, deixar aflito em diversos momentos e aterrorizar constantemente, tudo isso aliado à personagens fortes que colaboram para o tom de aflição do filme. Destaque também para as cenas envolvendo a boneca Anabelle que é simplesmente assustadora. Toda a viagem pela história e pela casa te deixa cada vez mais incomodado e o filme te leva em um ritmo de escala deixando tudo cada vez mais assustador. Quando chegamos ao momento mais critico, você simplesmente torce para tudo acabar bem e que aquele pesadelo acabe logo. E ah! Antes que eu me esqueça, tem a cena da palminha, aquela cena me faz apagar a luz e subir as escadas correndo até hoje. Esse filme se tornou um dos meus filme prediletos, dando margem inclusive para o filme Anabelle (2014) e para uma continuação do mesmo lançado neste ano, e, para mim é um ótimo exemplo de uma boa direção e um roteiro bem escrito, uma boa opção para pessoas que gostam de filmes com bons enredos.

 Martyrs (2008) 
 Caio Silveira 

Já posso começar pedindo para não o confundirem com a versão americana de 2015, do qual eu falei, no texto sobre remakes, esse filme de 2008 do diretor francês Pascal Laugier é uma experiência, para falar o mínimo. Ele vem de uma nova corrente de filmes de terror francês, como Haute tension (2003) e  Frontière(s) (2007), com uma pitada de Gaspar Noé e uma pegada de Oldboy (2003) na sua revenge quest, onde Lucie (Mylène Jampanoï) busca por vingança contra as pessoas que a sequestraram e torturaram quando criança, e com a ajuda de Anna (Morjana Alaoui), uma amiga também vítima de abuso, começam uma jornada perturbadora. O filme passeia por subgêneros do terror indo do gore ao drama psicológico, que é onde ele te ganha, por traz de um horror incômodo, chocante, e niilista, em meio a violência extrema, traz um peso emocional e uma angustia ao qual nunca senti antes, subvertendo expectativas e mostrando traumas de uma maneira quase indescritível, é um filme difícil, mas quando você vai assistir um filme de terror e acaba chorando no final, acho que é um bom sinal, pelo menos pra mim.

 A Casa de Cera (2005) 
 Bhárbara Andrade 

Eu tinha 9 anos quando A Casa de Cera foi lançado. Me lembro de passar boa parte da minha infância e adolescência indo até a locadora pegar ao menos um filme de terror que minha mãe tentava equilibrar com um besteirol ou outro. A história é aquele clichê que todo mundo conhece, um grupo de amigos resolve viajar e durante o caminho o carro quebra em uma cidade fantasma e o único lugar aberto é o museu de cera. O filme é um suspense pesado, daquele que você encolhe as pernas e implora pra acabar logo e que tudo seja resolvido. O diretor Jaume Collet-Serra é mestre em criar no espectador esse tipo de sentimento já que repetiu a dose em A Orfã (2009) e The Shallows (2016). Entramos em um terror cheio de suspense onde há um drama familiar encaixado para explicar toda a bizarrice por trás dos problemas. Acompanhamos Carly (Elisha Cuthbert) e Nick (Chad Michael Murray) como irmãos e protagonistas da história, tentando correr enquanto tentam não se tornar peças do museu de cera. Boa dica para quem adora um suspense. 

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