Crítica | A Morte Te Dá Parabéns (2017)

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Prender um protagonista no tempo e fazê-lo reviver o mesmo dia várias vezes. Você com certeza conhece essa fórmula, certo? A Morte Te Dá Parabéns segue o que já foi feito em Feitiço do Tempo (1993) e em outros três filmes só em 2017, Antes que eu Vá, Naked e 2:22. Desta vez acompanhamos Tree (Jessica Rothe) que acorda no quarto do cara com quem esteve na noite passada e passa pela rotina de seu dia como uma “garota malvada” da universidade no dia do seu aniversário. O dia corre normalmente até Tree ser assassinada e acordar novamente no quarto no cara da noite anterior. Dirigido por Christopher Landon, responsável por Paranóia (2007) e os filmes da franquia Atividade Paranormal, a produção tem uma ajudinha de Jason Blum – fundador da Blumhouse Productions – que também esteve incluído em produções como Uma Noite de Crime (2013) e o aclamado Corra! (2017).

O filme segue um tom galhofa desde o início, sem vender um tom assustador ou super sério. O elenco é quase irrelevante no filme já que estamos durante todo o tempo acompanhando o looping temporal de Tree. Não há muito à acrescentar ao gênero – nem de terror e nem de comédia -, o básico é bem feito e tranquilamente aceitável no fim das contas. Temos um assassino praticamente onipresente, não importa onde a protagonista está ou o que ela está fazendo, o assassino com máscara de um bebê bizarro sempre vai encontrá-la. A máscara, que faz com que o filme se enquadre entre os slasher movies, se torna uma forma de manter o mistério de quem está matando Tree durante as 18 vezes em que a garota acorda. Apesar de ser o ponto principal do filme, o tempo se perde um pouco durante as repetições de Tree que não se encaixam perfeitamente ao serem repetidas.

Tree se vê numa obrigatoriedade de se tornar um pessoa melhor, o que parece ser parte dos filmes com time lapse, mas no fim de A Morte Te Dá Parabéns ficamos confusos se isso realmente era a proposta em relação à transformação da garota, que ocorre da mesma forma. O ritmo é bom, um sessão da tarde divertido com pouco traços de terror. Os pequenos sustos não atrapalham o telespectador e passam a ser previsíveis com a repetição. Em alguns momentos é possível se questionar sobre a habilidade do assassino, que parece ser descuidado demais, mas isso é justificado quando descobrimos quem está por trás da máscara. O tom de A Morte te dá Parabéns salva o longa de ser um péssimo filme e faz dele uma produção divertida com falhas aceitáveis. O roteiro falha propositalmente para que a solução seja entregue e tudo passa tranquilamente já que dificilmente alguém vai conseguir levar este filme realmente a sério. Um slasher de comédia com o trabalho básico bem feito.
Crítica | A Morte Te Dá Parabéns (2017) Crítica | A  Morte Te Dá Parabéns (2017) Reviewed by Bhárbara Andrade on outubro 12, 2017 Rating: 5

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