ESPECIAL IT | It - Uma Obra Prima do Medo (1990)



Com a estréia de IT: A coisa nessa quinta-feira (07/09), o DPQS resolveu fazer um ESPECIAL IT  que começa hoje. A primeira parte contém uma review do filme clássico de 1990, a segunda parte contém uma resenha do livro de Stephen King e fechamos o especial com a crítica do lançamento. A review de hoje não contém spoilers!  

Primeiro é importante explicar que IT - Uma Obra do Medo não é um filme e sim uma série feita para a televisão e dividida em 2 partes de 1h30 que foram unidos depois dando origem ao filme de 3h de duração. Dirigido por Tommy Lee Wallace ( Amityville II: A Possessão, A Hora do Espanto 2) o - agora - filme não consegue disfarçar o tom televisivo e os efeitos datados, já que nos anos 90 o investimento para séries de televisão não eram altos como atualmente. O longa começa na pequena cidade de Derry e a cena de abertura deixa claro que casos de desaparecimentos de crianças estão acontecendo. Acompanhamos dois tempos da história, o passado que ocorreu 27 anos antes e o presente. Vamos analisar por partes, primeiro e segundo ato para não ficar tão complicado. 



 Clube dos perdedores 
No primeiro ato acompanhamos a apresentação dos personagens que é sim a melhor parte do filme. Somos apresentados aos personagens quando George - o garoto da famosa cena do barquinho - é morto e o enredo deixa bem claro que o palhaço Pennywise (Tim Curry) foi o responsável. George era irmão de um dos nossos protagonistas, Bill. Um dos porque aqui temos 7 - SIM!! - protagonistas, Lucky 7 ou Clube dos Perdedores. 

Então no primeiro ato somos apresentados à Bill, Ben, Beverly, Ed, Richard, Stanley e Mike. A história é um coming of age clássico. Estamos na escola e os garotos sofrem bullying, problemas familiares e inseguranças. Entre todos os problema clássicos, o sumiço e assassinato de crianças surge e com a morte do irmão de Bill, o clube dos 7 se torna alvo da coisa. É importante ter em mente que A COISA é uma entidade que perseguia crianças tomando forma de tudo aquilo que elas temem mais e não um palhaço em si. Isso é fácil de perceber quando durante um dos ataques, Richard vê um lobisomem. O nome 'A Coisa' foi escolhido simplesmente para facilitar. 

O grupo resolve deter a criatura e descem para o esgoto, local onde A Coisa costumava aparecer como uma forma de mostrar que a entidade vinha do inferno. Quando descem, o grupo tem que encarar seus maiores medos e lutam contra Pennywise, que acaba descendo pelo esgoto e desaparecendo. É aqui que finalizamos o primeiro ato - que é o melhor e mais divertido -, quando ao derrotarem pela primeira vez A Coisa o grupo promete que caso a entidade volte, eles voltariam para derrotá-la novamente. 



 “Ele voltou, Richard” 
27 anos depois, os ataques voltam a acontecer e Mike, integrante do grupo e único a ainda viver em Derry entra e contato por os outros seis amigos avisando que A Coisa voltou. O grupo de sete amigos precisam retornar para derrotá-la, então. Todos se reúnem aos poucos e com flashbacks, o grupo começa a se sentir ameaçado e o medo de reencontrar A Coisa é tão grande que o grupo de 7 se torna o grupo 6. Quando se reúnem, o grupo nos conta que Henry, o garoto que fazia bullying com os 7 - confessou ser o responsável pela morte das crianças naquela época e ficou completamente maluco depois disso, já que Henry os seguiu pelos boeiros no dia em que eles derrotaram a coisa. Ou seja, não deu tão certo assim. 

O grupo descobre que a cidade inteira sabia da maldição de Derry, eles simplesmente escolheram esquecer dos fatos tão ruins. Eles agora precisam lutar também contra Henry, influenciado pela Coisa e que surge no caminho do grupo quando eles decidem que vão embora. Bill acaba convencendo os amigos de que A Coisa os seguiria onde quer que fossem, perturbando e amaldiçoando a vida de todos. Eles se enfiam novamente no esgoto e dessa vez não encontram Pennywise e sim uma outra forma da Coisa e precisam lutar contra ela se quiserem viver tranquilamente. 

O livro tem 1.100 páginas e isso faz com que seja fácil perceber o quanto foi difícil adaptar a montagem para a televisão. O ritmo é lento em vários momentos porque precisamos conhecer o passado para só depois conseguimos entender o que vai acontecer 30 anos depois. A apresentação dos personagens é o ponto alto da adaptação já que essa parte é muito mais divertida e até mesmo aterrorizante. O filme não é "uma obra prima do medo". 27 anos depois, podemos ver que o longa se tornou um clássico pela história e seus personagens, principalmente Pennywise, mas o enredo e a adaptação quebram o clima de terror. Talvez pelo tom datado e pelos efeitos fracos, It - Uma Obra Prima do Medo se perdeu em meio a tantos filmes de terror da nova geração mas sua história não será perdida. 

E é sobre isso que vai falar o próximo post do ESPECIAL IT, vai rolar uma resenha sobre o livro de Stephen King, deixando de lado as adaptações e focando simplesmente na história. Fica ligado no site! 

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