ESPECIAL IT | IT: A Coisa (2017)



Eu não me lembro a última vez em que fiquei tão feliz em assistir uma adaptação. IT: A Coisa, fez com que uma esperança esquentasse meu coração nesse ano, finalmente! O tom certo de humor, suspense, gore e até romance. Como leitora de Stephen King, como criança que foi praticamente obrigada por uma tia à assistir o filme clássico, aqui estou eu cheia de calor no coração para dizer vale a pena sim e não é pouco. Antes de tudo, se você não leu a review do filme de 1990 ou a review do livro aqui no blog, clica nas palavras e vai lá dar uma olhadinha, durante a semana inteira fiz um ESPECIAL IT com o material produzido. Se você vai partir direto daqui, vamos a sinopse:
Quando as crianças começam a desaparecer na cidade de Derry, no Maine, as crianças do bairro se unem para atacar Pennywise, um palhaço malvado, cuja história de assassinato e violência remonta há séculos.
Antes de tudo, foi criada um tipo de lenda em torno da história pela imagem do palhaço. Eu expliquei um pouco na review do livro que IT não é uma história sobre um palhaço assassino e que a coisa do filme, o vilão, não é um palhaço. Isso ficou muito bem explicado no livro durante a primeira parte onde os personagens são apresentados. Os 7 personagens principais - Eddie, Beverly, Bill, Eddie, Mark, Stanley e Richie - são introduzidos de forma bem mais intensa que na obra de 90 e ainda mais próximos do livro. No elenco infantil o destaque ficou para Finn Wolfhard (Stranger Things) que interpreta Richie e usa grande parte dos palavrões e das piadas. Destaque também para Jack Dylan Grazer que interpreta Eddie e mostra de forma bem mais clara o fato de o personagem ser hipocondríaco e ter uma relação de dependência à sua mãe. 

Bill Skarsgård interpreta o palhaço Pennywise e é completamente impossível encontrar o ator dentro da densidade do personagem. O tom é diferente do que foi utilizado por Tim Curry, desta vez temos um personagem menos caricato e engraçado e muito mais bizarro e repulsivo. Pennywise parece não ter muita noção de suas expressões e de como consegue assustar crianças muito mais do que conquistá-las desta vez. O ponto fraco do palhaço dançarino dessa vez são os efeitos nos momentos que antecedem os ataques. A câmera frenética e aceleração do momento faz com que o terror da cena em si se perca um pouco mas ao mesmo tempo nos sentimos tensos e até claustrofóbicos. 

Em 115 minutos, a direção de Andy Muschietti (Mama) foi exata em não deixar que o ritmo fique lento e cansativo. A montagem deixou o filme energético dentro do terror estático e sem excesso de jumpscare. As metáforas ficaram muito mais simples de ser compreendidas e a essência do livro foi mantida e muito bem lapidada nas cenas já que o que IT realmente quer passar no final das contas é uma história sobre amizade, companheirismo e a vontade de lutar contra algo. A separação em Capítulo 1 e 2, sendo esse longa o primeiro, foi ideal para que a história pudesse deixar pontos importantes nos lugares certos e não tornar a história massante com excesso de flashbacks

Foi um alívio conseguir sair do cinema satisfeita com um filme de terror e ainda uma adaptação. Ambos são - de forma geral - um fracasso no cinema e reacender o calorzinho no coração não poderia ser nada menos que gratificante. 

Ou seja: FILMAÇO! 

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