Review | Valerian e a Cidade dos Mil Planetas (2017)



Apesar de ter sido convencido pelos trailers, fui ao cinema ver o filme já com um pé atrás, primeiro, pelo fato de ter estreado no Brasil quase um mês após a estreia americana e já ter começado a receber um amontoado de notas medianas de todos os principais sites que acompanho, segundo, por já saber que apesar de ter trabalhos muito bons como o sensacional Léon, como The Fifth Element, que adoro e já escrevi sobre aqui, o Luc Besson tem uma carreira bem inconstante como diretor, talvez até mediana, se for pensar no que é realmente destacável de toda sua filmografia.

Mas vamos ao filme, no século 28 , Valerian (Dane DeHaan) e Laureline (Cara Delevingne) são uma equipe da divisão policial especial que tem o objetivo de preservar a paz através do universo. A pedido do Ministro da Defesa, os dois embarcam em uma missão para Alpha, uma metrópole espacial sempre em expansão, onde espécies de todo o universo convergiram ao longo dos séculos para compartilharem conhecimento, inteligência e culturas entre si. Há um mistério no centro de Alpha, uma força que ameaça a existência pacífica da Cidade dos Mil Planetas, e Valerian e Laureline devem identificar a ameaça e salvar não apenas Alpha, mas o futuro do universo.

Primeiramente, eu não achei o filme ruim, porém tiveram muitas coisa que me incomodaram no filme, começando pelo tom errado, que muitas vezes faz parecer que estou vendo um filme de Pequenos Espiões, apesar de não se manter assim, nós momentos de mais animação e tensão que o filme começava a trazer, bateu o cansaço das 2h e 17min do filme. O diálogo é fraco e bastante clichê, os personagens cartunescos, que por exemplo, funcionam em Fifth Element com o Gary Oldman e o Chris Tucker, aqui com o Clive Owen e o Ethan Hawke beiram a vergonha alheia. Eu também não consegui comprar a relação dos protagonistas, que posso dizer que é das piores químicas que vi em tela, será o roteiro fraco? Será a Cara, que ainda não se provou como atriz? Acho que um pouco dos dois. Mas tem coisa boa, os efeitos visuais são bem interessantes e imersivos, vale o 3D, a cena de abertura pra mim é sensacional, tanto visualmente como para apresentar um universo bastante rico, apesar de no decorrer da película darem aquela Nolada (expressão usada para quando se dá uma explicação desnecessária, e bastante usado pelo famoso diretor Christopher Nolan), talvez levado pela emoção de enfim botar em tela seu passion project antigo, Besson tenha se perdido, e deixado de mostrar o que tem de melhor nessa história tão fantástica tirada de uma série de HQ's franco-belga de 1967, que inspirou muita coisa do mundo do sci-fi, entre elas Star Wars



Pra mim ficou um saldo positivo, pela esperança que eu tenho de que esse universo possa ser explorado de uma maneira melhor nos próximos filmes dessa franquia, que após flopar na bilheteria, pode ser que nem aconteça, pra minha tristeza.
Eae, vai animar de conferir no cinema? Se já viu, comenta aí e me fala o que achou.  :))

NOTA: 6,8/10
Indicado pra quem gostou de: The Fifth Element (1997), Total Recall (1990), Dune (1984), Blade Runner (1982), Star Wars (1977).


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