Poema | Mais um mergulho



Encharcado, mergulho de novo.
Como se fosse feito para a água.
Como se a submersão fosse minha sina, minha história, minha única memória
O empuxo que arrasta
Que devasta
Que devora
O destino perfeito.
Meus olhos abertos ardem
Os pulmões fechados suplicam
Não restam forças aos meus braços
Nem vigor às pernas
Resta contemplação
Imersão
Transfiguração
Fui arrastado
Fisgado, alcançado
E mergulho
E mergulharia
De novo.


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