Crítica | Planeta dos Macacos: A Guerra (2017)



Planeta dos Macacos: A Guerra já estreou em todos os cinemas do Brasil e com a sua estréia temos o encerramento de uma grande trilogia, onde Planeta dos Macacos: O Confronto (2014) e Planeta dos Macacos: A Guerra (2017) foram dirigidos por Matt Reeves, diretor que também irá dirigir o filme do homem morcego. Já Planeta dos Macacos: A Origem (2011) foi dirigido por Rupert Wyatt. 

Nesse último filme podemos perceber um Caesar (Andy Serkis) atordoado por conflitos internos e não tão focado em lutar contra os humanos mas sim defender a família. Aliás, o filme todo se baseia no drama familiar vivido por Caesar e sua sede por vingança. Com o belo trabalho de CGI podemos ver as expressões do ator Andy Serkis por trás do grande líder. O filme traz uma enorme carga dramática, que se ressalta ainda mais pela trilha sonora perfeitamente executada por Michael Giacchino, responsável por Rogue One: A Star Wars Story (2016)Jurassic World (2015) onde conseguimos sentir as alternações do filme por meio da trilha.

O filme ainda explora o sentido de humanidade, onde muitas vezes nos identificamos muito mais com os macacos do que com os humanos, fazendo-nos questionar o próprio sentido de humanidade. Fora o fato dos personagens Maurice (Karin Konoval) e o Bad Ape (Steve Zahn) esbanjarem carisma, o que conta ainda mais para torcemos para o time dos macacos, principalmente quando o Bad Ape entra em ação, é ele que fica responsável por ser o alivio cômico do filme, arrancando risadas e até nos comovendo por vezes.

Nas cenas de guerra conseguimos perceber o grande trabalho de direção,quando em meio à uma guerra cheia de explosões e mortes não nos perdemos e nem ficamos confusos com locação e personagens além da carga dramática de cada um em seus dramas individuais. Por falar em dramas individuais, Woody Harrelson manda muito bem no papel do Coronel, personagem que carrega um grande drama familiar e que está no comando dos soldados frente à guerra contra os macacos.

O filme ainda conta com um gran finale onde a história tem uma grande reviravolta e podemos desfrutar um pouco mais da essência de cada personagem. Temos uma grande referência ao atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e seu muro separatista, que no final não parece ser grande coisa já que a situação não acaba nada bem para os soldados.

Em meio a tantas franquias que preferem perpetuar cada vez mais seus filmes muitas vezes visando apenas o lucro, Planeta Dos Macacos vai na contra mão e encerra sua trilogia deixando para os fãs três grandes filmes e um diretor com projetos ambiciosos, afinal, o filme foi a prova que os fãs do Batman precisavam para confiar um dos maiores heróis nas mãos do diretor Matt Reeves.


Nenhum comentário:

Postar um comentário