14 de maio de 2017

Crítica | A Autópsia (2016)




Lançado nos Estados Unidos em Dezembro do ano passado, 'A Autópsia' ou 'The Autopsy of Jane Doechegou aqui no Brasil em 23 de Março e fomos correndo conferir no Ibicinemas. Dirigido por André Ovredal, o filme foi definido como mistério/thriller e cabe muito bem nessa categoria. Fui ao cinema com a expectativa baixíssima mas acabei me surpreendendo com o filme. Se você viu o trailer e não apostou tanto, confie em mim, vale a pena sim! O resultado final e todos os questionamentos os quais você será levado vai valer cada segundo e centavo. 
Tommy Tilden (Brian Cox) e Austin Tilden (Emile Hirsch), seu filho, são os responsáveis por comandar o necrotério de uma pequena cidade do interior dos Estados Unidos. Os trabalhos que recebem costumam ser muito tranquilos por causa da natureza pacata da cidade, mas, certo dia, o xerife local (Michael McElhatton) traz um caso complicado: uma mulher desconhecida foi encontrada morta nos arredores da cidade - "Jane Doe", no jargão americano. Conforme pai e filho tentam descobrir a identidade da mulher morta, coisas estranhas e perigosas começam a ocorrer, colocando a vida dos dois em perigo.
Começamos em uma cena de crime, onde aparentemente todos que ali viviam foram brutalmente assassinados. O Xerife acaba encontrando um corpo desconhecido, a tal Jane Doe, e então é aí que somos apresentamentos aos personagens principais, Tony e Austin interpretados por Brian Cox e Emile Hirsch, que fazem pai e filho - respectivamente - responsáveis por um necrotério. A química entregue pelos dois é crível e um ponto muito importante para o desenvolvimento da narrativa já que este laço entre eles será posto a prova várias vezes. A dinâmica do dueto é muito bem feita. 

O caso da Jane Doe é entregue à Tony e Austin e entramos em um compilado de cenas muito bem feitas de autópsia do corpo humano. Um ponto muito importante para a maquiagem já que é tudo absurdamente crível e até mesmo agoniante. O filme encaixa informações importantes sobre o corpo humano sem parecer um documentário chato sobre anatomia humana. Durante os primeiros quarenta minutos, ficamos amassados na cadeira esperando um sinal - o menor que seja - sobre o que vai acontecer. 

A trilha é íntima e importantíssima, principalmente se tratando de um filme de suspense. Cada detalhe do som é muito bem tratado e te deixa vidrado na tela. Ovredal utiliza jumpscare em uma quantidade aceitável, única ponto fraco é a forma como estamos sempre preparados para uma cena clichê de susto. A história leva todo o filme então o roteiro contém poucos furos. A ambientação e as cores frias se encarregam de dar um ar ainda mais sombrio à história. O filme cai um pouco no desfecho já que o mistério foi resolvido e você precisa apenas de um fim no roteiro, e é aí que vejo uma falha pois tudo é muito rápido e raso. 

Para mim, um dos melhores filmes de 2017 - aqui no Brasil. Se você é sensível ao conteúdo em termos de autópsia, é melhor pensar um pouco antes de assistir, mas te garanto que vale muito a pena. É realmente surpreendente e gostoso de assistir. Se você está aqui em Montes Claros, corre no Ibicinemas para assistir porque é realmente MUITO BOM! 


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