Crítica | Jackie (2017)

Lembro de quando o primeiro trailer de Jackie saiu e eu fiquei maluca pensando em quando este filme sairia. Dirigido por Pablo Larrain, com o papel de Jackie feito especialmente para Natalie Portman, o filme não é uma cinebiografia para todos. 

Acompanhamos a primeira dama da época, em 1963, Jacqueline Kennedy e como o assassinato de seu marido, presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy afetou toda a sua vida. A narrativa não é linear, acompanhamos os fatos na visão de Jackie através de uma entrevista mas ainda assim o recorte é de uma única época da vida da ex-primeira dama. A ambientação foi impecável, somos levados à intimidade de Jackie e sua relação com a família, imprensa e o peso de perder o marido em frente ao mundo inteiro. Todas as cenas contém Jackie, todas mesmo, e isso foi uma escolha do diretor, que tirou do roteiro todas as cenas em que ela não estava incluída. 

O ponto principal do filme é uma entrevista dada por Jackie, e através dela vamos passeando pelos momentos que antecedem a morte de JFK até meses após o atentado. Observamos a relação política, a obrigação social, a tristeza da perda, a relação com os filhos e a solidão com o luto. Os planos mais fechados criam uma atmosfera mais intimista. Gravado em 16mm com granulação, as imagens se assemelham à antigos documentos, deixando as cenas ainda mais reais. O recurso de câmera na mão é muito bem utilizado nas cenas onde é necessário mostrar a instabilidade psicológica da personagem. 

Uma das cenas mais incríveis é a recriação do famoso White House Tour, um documentário produzido em 1962. Eu aconselho assistir um pouco depois de assistir ao filme para ver como a recriação foi completamente impecável, desde o figurino até a ambientação. Só clicar aqui

O filme está concorrendo em três categorias do Oscar: Melhor Atriz (Natalie Portman), Melhor Figurino e Melhor Trilha Sonora. Acredito que Natalie teve uma atuação contundente, porém, Emma Stone é, sem dúvidas, a aposta deste ano. Como melhor figurino, apostaria em Jackie, assinado por Madeline Fontaine, tanto quanto em Florence Foster Jenkins, ambos são incríveis e recriações maravilhosas. 



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