Crítica | La La Land (2016)






Depois de assistir La La Land, uma parte da equipe do blog se juntou para dar opinião sobre o filme. Para não restar dúvidas sobre a obra, te entregamos 3 opiniões diferentes sobre. Dá uma olhada aí! 

Dirigido e escrito por Damien Chazelle (Whiplash), La La Land já deixa sua marca na história do cinema mundial. O enredo, que se passa baseado nas estações do ano, conta a história de um casal apaixonado pela música e pelos sonhos que Los Angeles pode proporcionar-lhes.
Emma Stone no papel da atriz Mia nos encanta ao longo de todo o filme com seu show de interpretação e presença marcante. E o galã Ryan Gosling (Sebastian) nos presenteia com uma mostra de avidez e perseverança atrás do sonho de comandar o seu próprio clube de jazz.
Misture uma excelente direção, um grandioso roteiro, atuações impecáveis, figurino chamativo, fotografia com cores vivas, músicas belamente cantadas e uma trilha sonora que se encaixa perfeitamente ao contexto musical e você terá o melhor filme do ano.
La La Land se diferencia pois não é um musical cansativo no qual há a exata linha que demarca o que é cantado e o que é falado. La La Land é mais que isso. O texto e as canções se juntam para formar um par tão perfeito como o casal que protagoniza o longa.
Incrível se destacar a versatilidade do diretor Damien Chazelle no que diz respeito a característica dos seus trabalhos. Após a vibe também musical, porém pesada e claustrofóbica de Whiplash, La La Land impressiona pelo seu brilhantismo e colore os olhos de quem o assiste.
A cena de abertura do longa é sem dúvidas uma das melhores que a indústria cinematográfica já viu. Produzida quase sem cortes, era difícil acreditar que Hollywood ainda seria capaz de nos brindar com coreografias impecavelmente ensaiadas e rodadas em uma só tomada.
Defeitos são imperceptíveis aos olhos do telespectador comum. Talvez haja um erro mínimo de figuração, mas que é facilmente suplantado pela beleza geral e não diminui em nada a perfeição do filme.
La La Land é sobre fazer a escolha mais difícil da sua vida: lutar pelo seu sonho, viver uma incrível história de amor ou tentar conciliar as duas possibilidades. La La Land também é sobre resgatar os grandes musicais de Hollywood que ficaram em nossa memória a décadas atrás. Roupas coloridas, grandes estúdios, sequências inteiras e bastante sapateado, nos faz remeter a outros filmes do gênero como Singing In The Rain (1952), The Sound of Music (1965) e Mary Poppings (1964). Este é o motivo pelo qual, no início do filme, é difícil se situar a época que nos encontramos.
É por esses e outros milhões de detalhes e razões que a minha nota para La La Land ultrapassa 10.

Maria Clara Morais
La La Land é mágico. É incrível. É encantador. Uma verdadeira obra prima. Não me faltam elogios a essa apaixonante historia onde Damien Chazelle (Whiplash) traz uma linda e elegante homenagem ao cinema. É um romance leve, divertido mas também dramático e muito musical. Um espetáculo visual com cores fortes, cenário e figurino retrôs e nostálgicos, fotografia, trilha sonora. Tudo se encaixa de uma maneira tão perfeita, entregando uma experiência cinematográfica fascinante. O filme é capaz de te fazer sorrir e chorar. De fazer quem não dança, querer dançar. Ou até cantar. Nem que seja aquele cantarolar da trilha sonora que fica na sua cabeça. É cinema de gente grande, feito pela nova geração. Um filme sobre sonhos para sonhadores.

A industria falando sobre a industria e o quanto isso gera, é por isso que você está ouvindo tanto sobre La La Land. Quando Birdman (Alejandro González Iñárritu) foi premiado lá em 2015 levando 4 Oscars e 2 Globo de Ouro o hype foi bem parecido. 
Desta vez a história é bem mais romantizada e cheia de devaneios. Quando Sebastian (Ryan Gosling) e Mia (Emma Stone) se esbarram inúmeras vezes e começam a relação ódio, paixão, amor e decepção você sabe o caminho que o casal vai percorrer se já assistiu pelo menos uns 2 filmes de romance. 
A velocidade do filme no início é gigantesca, as cenas musicais em plano sequência são impecáveis, dando uma acelerada. Quando se aprofunda um pouco mais no romance de Sebastian e Mia o filme perde a velocidade e os musicais ficam para trás, assim como algumas explicações sobre como eles evoluíram tão rapidamente no relacionamento. Isso é ruim? Bem, para aqueles que supõe que não precisam de explicações e que as coisas podem ser subentendidas, não. Mas é claro que incomoda quando você não entende como foi que Sebastian se tornou tão dependente de Mia. 
É um filme sobre sonhos, sim! E principalmente sobre o que as pessoas são capazes de fazer quando cria-se um.Você vai receber uma história sobre amor, sonhos, decepções e a vida, bem mais romantizada do que seria necessário. O ritmo apaixonado se perde em um pulo temporal de 5 anos na vida dos personagens, onde a decepção fica no canto da sala de cinema rindo da sua reação. Se você prestar atenção no filme vai perceber que o plot twist não é tão inesperado como se imagina. 
O filme é de um visual absurdo de lindo - cheio de neon -, os musicais em plano sequência são de encher os olhos e a trilha é maravilhosa. Se você não é fã de musicais e nem de jazz, filme não vai chegar a ser um problema já que não tentam enfiar nenhum desses aspectos garganta abaixo. Ryan Gosling e Emma Stone mostram que realmente são cheios de química, assim como em Amor a Toda Prova (2011) e Caça aos Gângsteres (2013) e Stone rouba e a cena, sem dúvida alguma. 
Aos mais sonhadores eis aí, provavelmente, o seu novo filme preferido.
Ouça a trilha aqui.

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