20 de setembro de 2016

Review | Britney Spears - Glory (2016)




Lançado há quase um mês, o álbum Glory promete ser uma das grandes tendências do segundo semestre de 2016. Quem acompanha a ‘princesinha do pop’ sabe que sua vida foi marcada por altos e baixos desde que a fama não a deixou em paz. E este, definitivamente, é um ponto alto de sua carreira.

Diante do fiasco que foi o último “Britney Jean”, a loira parece ter se conscientizado de seu insucesso e dado a volta por cima. E que volta! Em um mercado dominado pelas batidas pesadas de artistas como Drake, Justin Bieber e Rihanna, pode parecer difícil fazer um trabalho de semelhante qualidade, mas Britney se iguala e os supera em muitos aspectos.

Os vocais deste álbum impressionam pela clareza da sonoridade e voltam a mostrar um pouco da antiga Britney da era “Toxic”, porém de uma forma mais madura. Os sussurros iniciais da canção“Invitation” abrem com a sensualidade peculiar de quem convida para uma noite de amor inesquecível e picante. É o que faz o álbum ser um dos mais sexys e dançantes de todos já lançados por Spears.

Quem está a espera de um enredo musical, como aquele trazido pelo Lemonade, ou até mesmo de algo mais intimista como o Revival da Selena, é melhor esquecer. Glory é tão comercial quanto os outros de Britney. É verdade que algumas faixas comunicam entre si, mas no geral a interdependência não parece ter sido uma das prioridades do álbum. Para se entender este álbum, cada música deve ser escuta de forma individual, e não como um todo. A diferença está no fato de praticamente todas as canções terem sido escritas e produzidas para serem verdadeiros hits, o que faz este ser um trabalho sufocante e magnífico.



O destaque vocal vai para “What You Need”, mas é em “Private Show” que Britney se supera ao atingir as notas mais agudas de todo o disco. Em “Do You Wanna Come Over”“Just Like Me” e“Love Me Down” a surpresa fica por conta dos ruídos diferentes produzidos por latinhas, baquetas, sussurros, palmas, estalos, batidas de funk, violão e instrumentos de sopro.

Glory foi claramente inspirado em outros discos de Spears, como o clássico In The Zone (2003) e o marcante Blackout (2007), mas parece ser um primo de primeiro grau de Purpose do Justin Bieber, com um toque de blues, hip hop e samba.  Em “Better” a vibe reggaeton nos atinge em cheio, fazendo com que fiquemos sedentos por mais beats como aquele.

As promessas de Glory são “Slumber Party”, “Liar” “If I’m Dancing”. O destaque vai para“Change Your Mind (No Seas Cortes)” que possui um melódico bridge em espanhol e “Coupure Électrique”, inteiramente interpretada em francês.

O nono álbum da Legendary Miss Britney Spears é a prova de que a pressa é inimiga da perfeição. Foram necessários quase 2 anos para se ter o resultado final e o que captamos é um disco diversificado, eletrizante e sofisticado. Em recentes entrevistas, a eterna bitch afirma ter sido um álbum que ela pode trabalhar de maneira mais livre.  Para o mercado fonográfico atual pode até não ser inovador, mas para Britney com certeza o foi. E é assim que suas últimas palavras em “What You Need” são: -That was fun!.

Minhas canções Favoritas: Do You Wanna Come Over, Man on The Moon, Slumber Party, Better, Liar.

Nota: 4 estrelas


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