Filmes | 5 filmes para assistir em Julho



Livre (2014, Jean-Marc Vallée) é uma adaptação do livro autobiográfico de Cheryl Strayed, lançado em 2013 no Brasil. A história começa quando Cheryl (Reese Witherspoon) resolve fazer a trilha conhecida como Pacific Crest Trail, um caminho enorme que percorre toda a costa oeste dos Estados Unidos a fronteira do México e até o Canadá. A filme tem paisagens lindas e durante toda a caminhada flashbacks do passado de Cheryl são intercalados, deixando claro o passado conflituoso da personagem, explicitando erros e arrependimentos. Na minha opinião, depois de Johnny e June (2005), 'Livre' é o meu filme preferido da Reese Witherspoon. A autora, Cheryl Strayed disse em uma entrevista que sua decisão de fazer a Pacific Crest Trail veio porque "eu procurava descobrir quem eu era e quem eu queria ser" e é exatamente sobre isso que o filme trata. Vale a pena assistir. 



Mesmo Se Nada Der Certo (2013,John Carney) - o nome é bem ruim mesmo, mas calma, o filme é legal - é bem simples, aquele típico filme que você descobre sem querer e acaba gostando. Não há momentos incríveis ou um roteiro fantástico, mas é definitivamente mais um filme bonitinho e com uma mensagem final de aliviar o coração. A história desenvolve depois que Gretta (Keira Knightley) vê seu relacionamento com Dave Kohl (Adam Levine) entrar em uma crise completa quando ele se torna um astro pop, cheio de grandes ambições. Quando ela deixa o apartamento dos dois, conhece Dan (Mark Ruffalo), um produtor musical falido, mas apaixonado pela música. A cena inicial é mostrada através de pontos de vista diferentes e isso ajuda para que entendamos melhor a forma como cada personagem realmente vê aquilo. É nítida a vontade do roteiro de nos mostrar que os personagens não tem grandes aspirações ou desejos irreais sobre a vida, eles só querem ser felizes no pouco que fazem, querem se sentir satisfeitos daquela forma, nada de heroísmo. 




 Se  você gostou de Filadélfia (1993), há enormes chances de que goste também de The Normal Heart (2014, Ryan Murphy), produção da HBO. O filme é ambientado nos anos 80 e mostra a luta dos homossexuais com todo o preconceito que os rondava, a falta de direitos e o HIV, ignorado completamente pelas autoridades. O filme é intenso e não coloca a comunidade homossexual como vítimas e sim como pessoas que lutam por seus direitos. A falta de informações e o alastramento epidêmico da AIDS fez com que o preconceito com os homossexuais se tornasse cada vez mais assombroso. É visível a entrega completa de todo o elenco que traz.
Mark Ruffalo (Os Vingadores), Jim Parsons (The Big Bang Theory), Matt Bomer (Magic Mike), Julia Roberts (Uma Linda Mulher) e mais uma pancada de atores que estão sempre apoiando as causas defendidas pela comunidade LGBT. O filme te incomoda e traz questionamentos em relação ao preconceito. Separe os lencinhos!




Song One (2014,Kate Barker-Froyland) é um daqueles filmes simples que tocam demais nossos corações. A trilha segura o filme do começo ao fim, com uma sensibilidade musical enorme. Anne Hathaway é uma arqueóloga que está de volta aos Estados Unidos após um período de escavações no Marrocos. Com a morte do seu irmão ela se sente culpada por ter deixado que o contato entre os dois se perdesse, então começa a caminhar por Nova Iorque com fones de ouvido e anotações do irmão, que a leva até o astro do rock James Forrester (Johnny Flynn), com quem ela se envolve. O decorrer da trama mostra a tentativa de aliviar toda a culpa que Franny (Hathaway) sente por todos os erros que cometeu com seu irmão, e o arrependimento de ter perdido uma relação valiosa.  




O drama narra a história da pintora Margaret Keane (Amy Adams) que por anos abriu mão de assinar seus próprios quadros, aceitando que seu marido, Walter Keane (Christoph Waltz), levasse todo e reconhecimento nas décadas de 50 e 60. A direção do filme é de Tim Burton e a paleta de cores é significativa, forte e em muitos momentos mescla com tons pálidos, caminhando lado a lado com os sentimentos retratados. O relacionamento abusivo entre Margaret e Walter fica bem claro no decorrer do filme. Os quadros de crianças com olhos grandes e tristes mudou a arte da época, o casal foi um dos primeiros a comercializar pinturas como produtos licenciados. Há uma agonia enorme no decorrer do filme quando percebemos o quanto Walter se aproveita do talento de Margaret, nos fazendo questionar até quando ela vai aguentar tudo aquilo. A história mostra que "atrás de um grande homem sempre existe uma grande mulher" pode ser mais real do que se imagina. 

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